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 RIO SÃO FRANCISCO Bioma 

Rio São Francisco - Bioma

Biomas

A Bacia do São Francisco contempla fragmentos dos seguintes biomas: floresta Atlântica, cerrado, caatinga, costeiros e insulares. O cerrado cobre, praticamente, metade da área da bacia - de Minas Gerais ao oeste e sul da Bahia -, enquanto a caatinga predomina no nordeste da Bahia, onde as condições climáticas são mais severas. Um exemplar da floresta Atlântica, devastada pelo uso agrícola e pastagens, ocorre no Alto São Francisco, principalmente nas cabeceiras. Margeando os rios, onde a umidade é mais elevada, observam-se regiões de Mata Seca.

O reconhecimento do Cerrado e da Caatinga como patrimônios nacionais vai corrigir a omissão inaceitável na Constituição Federal e, certamente, servirá de base para políticas de desenvolvimento sustentável para estas regiões.

Caatinga
Floresta-PE-Sub Medio S.F. Parte da bacia é localizada no polígono das secas, um território reconhecido pela legislação como sujeito a períodos críticos de prolongadas estiagens, com várias zonas geográficas e diferentes índices de aridez. Localizado majoritariamente na região Nordeste, essa região estende-se até o norte de Minas Gerais. A Bacia do São Francisco possui 58% da área do polígono além de 270 de seus municípios ali inscritos

O principal bioma dessa área é a Caatinga. Hoje 56% da vegetação da Caatinga está alterada, e a cada ano são destruídos, pelo menos,  6530 km2  de sua vegetação. Se essa pressão continuar, está previsto que, em 2010, restarão apenas 32% dessa vegetação. Esse bioma apresenta apenas 1% das Unidades de Conservação de Proteção Integral (Parques Nacionais, Reservas Biológicas, Estação Ecológicas, etc).

Cerrado
A Savana/Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira, superada apenas pela Floresta Amazônica. São dois milhões de km² espalhados por onze estados, concentrando sua maior parte em Goiás e no Planalto Central. Estima-se que abrigue cerca de 10 mil espécies de plantas diferentes, 750 espécies de aves que reproduzem na região, 180 tipos de répteis, 195 de mamíferos, sendo 30 tipos de morcegos catalogados na área. O número de insetos é surpreendente: apenas na área do Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, há também mil espécies de borboletas e 500 tipos de abelhas e vespas.

A Savana/Cerrado tem a seu favor o fato de ser a caixa-d’agua do Brasil e alimenta as três das maiores bacias hidrográficas da Cerrado Oste Baiano-Bacia S.F.América do Sul, a Tocantins/Araguaia, do São Francisco e Paranaíba/Prata, que favorece a manutenção de uma biodiversidade surpreendente. Tudo isso está ameaçado pela ação predadora do agronegócio e avanço das monoculturas extensivas de soja, de cana-de-açúcar, expansão urbana desordenada, a mineração, a invasão de terras indígenas e a impulsão da agropecuária, são alguns dos fatores de impacto sobre nosso bioma. De acordo com o Ibama, o bioma Savana/Cerrado é o segundo colocado na lista cuja biodiversidade está ameaçada de extinção, perdendo apenas para a Mata Atlântica.

Atualmente, segundo estudos, restam apenas 20% de sua vegetação original. Caso o ritmo da devastação continue – cerca de 2,2 milhões hectares anuais –, a estimativa é de que poderá ser quase extinto até 2050.

O Cerrado é um ecossistema singular, com uma biodiversidade única, que está sendo gravemente ameaçada: está qualificado como a savana mais rica do mundo, com 4.400 espécies endêmicas, num total de 10.000 espécies vegetais. Foi classificado como um dos 25 hot-spots do mundo (região de extrema biodiversidade). Porém, o governo ainda não se decidiu a conferir-lhe o status de patrimônio nacional, semelhante à Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e Sistemas Costeiros, conforme a Constituição brasileira. Apenas 2% de seu território está protegido na forma de Unidades de Conservação, o que corresponde a bem menos e em áreas menores do que na Amazônia.

 

Saiba mais informações sobre o Cerrado aqui

Veja a Carta dos Povos do Cerrado aqui